O "Coração de ferro" é um mito Italiano comparável ao Cid Espanhol e ao Lidador Português.

Sua história começa quando piratas raptam sua mulher, numa das inúmeras invasões que infestavam o sul da Itália na Idade Média.

Até então um pacato e próspero Senhor Feudal, que tinha como divisa CEDANT ENSE VERBIS, (A espada cede as palavras) parte em busca de sua esposa.

Por ter passado por dificuldades terríveis e ter vencido as mais diversas privações em sua longa jornada para recuperar o seu grande amor, Constantia, diziam que ele havia fundido sua espada com a força do Coração, vindo daí o nome pelo qual esse Senhor Feudal passou a ser conhecido.

Porém, apesar disso tudo, ele jamais abdicou da sensibilidade de ajudar a todos que encontrava pelo caminho, pois falavam que ele também era capaz de ler os sentimentos do Coração de qualquer um.

Com este voto, passou a combater todo o mal, disposto a defender a justiça e a proteger os desvalidos, sendo verdadeiro na amizade e leal ao seu amor.

Desde então, CUOREFERRO passou a ser sinônimo de força e fé inquebrantáveis, tendo adotado a divisa AMARE ULTIMA RATIO; o Amor é a razão principal de tudo.




Todo o Senhor Feudal na Idade Média possuia uma Espada, que representava o simbolo do poder sobre sua terra.

O CUOREFERRO também possuia a sua, embora acreditasse muito mais na força dos argumentos do que nos argumentos da força, pois num dos lados da lâmina de sua Espada estavam gravadas as palavras EXTREMUS ARGUMENTUM AEQUUS (O último argumento dos Justos).

Quando de sua partida em busca de sua Constantia, ele mandou gravar as palavras VIRTUS PERTINAX, (Coragem perseverante) quando, ao pé da porta de sua casa, jurou nunca mais cruzá-la sem ter sua mulher ao seu lado.



Desde então, sua Espada, conhecida como PERTINAX, era chamada de Justiça do Coração , pois só provaram de seu amargo gosto, àqueles que não respeitaram os desígnios resolutos da vontade de um Coração de ferro.







As Origens do Cuoreferro - A história não contada....

by Fester®

 

...Pelo que percebi da história como sempre o pacato cidadão teve que mudar seu lema e não contar para ninguém... deve ter ficado assim:

CEDANT VERBIS ENSE...

pois se no papo não dá, corta todo mundo mesmo! Agora... me restam umas perguntas... ele conseguiu achar a esposa, ou é daqueles seriados que nunca terminam e ele fica apenas fazendo justiça com as próprias mãos e nunca come ninguém?

E se ele a recuperou... como ela estava, ainda dava prum caldo ou os piratas escalavraram com ela? Por favor me conte pois prefiro as histórias com finais felizes! Ou histórias com muita sacanagem!!! (hehehehehehe)


Os finais sempre podem surpreender... pois, se depois de muitos capítulos fazendo justiça e comendo muita gente ele pode simplesmente esquecer a esposa... aquela vadia que fugiu com os piratas! E continuar derramando sangue dos outros e sacrificando virgens indefesas com a espada de carne! (Nunca tão virgens, nem tão indefesas....)


Ou apenas não precisar de final, pois a vida dele passou a ser assim mesmo, e sua busca apenas mudou de foco! O que seria uma boa atitude de marketing, pois seu objeto de busca já estaria gasto para todo sempre... e ele estava se divertindo pacas!

Um bom final também seria ele encontrar os Piratas com a esposa... e perceber que eles são felizes assim e se meter seria um absurdo, afinal eles são muitos e mais fortes e ela parece ter gostado...

Bem... eu sempre prefiro que ele a tenha salvo antes dela ficar toda cheia de cicatriz... e eles voltaram para o castelo e viveram felizes para sempre! (mesmo com aquele filho moreninho que apareceu em seguida)...

Mas naquela época as coisas eram muito piores (no sentido romântico da palavra)... e imagino que ele nunca a tenha recuperado... as melhores histórias de cavalaria possuem o mesmo conteúdo... ele perde a esposa e sai para a luta, fica feroz e ninguém pode com ele!
Isso comprova uma coisa... todas as brigas e guerras são reflexo de apenas uma coisa! Falta de mulher!

Mas brincadeiras de lado, gostei desta história... como todas as histórias românticas de cavalaria... mas nunca me contenho a uma boa crítica...ou a derivar a história em diversos fins de sacanagem!....